Foi lendo o texto de Arturo Merayo Pérez, cujo o título é Formación, Nuevos Contenidos y Creatividad Sonora: apuestas para un tiempo de incertidumbre tecnológica (2001), que a personalização surtiu maior efeito para mim. Até então sempre soava aquele mais (+) dentre as características redefinidas por Marcos Palácios, que vigoram no jornalismo online: hipertextualidade, multimidialidade, personalização, memória, atualização contínua e interatividade.
Em cada uma delas há problemáticas a serem destrinchadas para o aperfeiçoamento de qualidade informativa e/ou navegabilidade. Neste blog trataremos da personalização, também chamada de customização de conteúdo, que aparece até antes, nas classificações introdutórias elaboradas pelos holandeses Jo Bardoel e Mark Deuze, quando constataram somente quatro delas: interatividade, customização de conteúdo, hipertextualidade e multimidialidade.
Imerso neste universo, os questionamentos surgem. Mesmo numa comunicação massiva, o fato de nos direcionarmos para a editoria de política no jornal diário ou de optarmos por levantar do sofá depois da matéria do trânsito engarrafado revela a tendência do consumidor de notícia a selecionar sobre a seleção pré-elaborada. O que muda nesse comportamento? Existe a diferença entre consumo individualizado e personalizado? Como ocorre a personalização e o que ela pode acarretar? Novos formatos? Vamos tentar…